• Valéria Rossato

Vamos falar um pouco de Melanoma

Melanoma é o sexto câncer mais comum. O prognóstico é baseado basicamente na espessura do tumor, na presença ou não de ulceração, na taxa de mitoses (células se multiplicando), no acometimento de linfonodos ou na presença de metástases a distância.

Um diagnóstico precoce é a chave para minimizar a morbidade e mortalidade dessa neoplasia.

Fases de crescimento do melanoma:

Os melanócitos são células derivadas da crista neural que na embriogênese migram para a epiderme e para os folículos pilosos, onde residem na camada mais basal dessas estruturas. A quantidade de melanócitos é de aproximadamente um para cada 10 queratinócitos (células da camada mais superficial da pele) nessa região. Esses melanócitos possuem processos dendríticos, que transferem melanossomas para as células vizinhas.






Um nevo é um conjunto de células névicas, sendo que células névicas são melanócitos que perderam seus processos dendríticos e se proliferam para formar ninhos/aglomerados. Eles podem estar na superfície da pele, entre a epiderme a derme, sendo chamados nevos juncionais, ou podem estar mais profundamente, na derme, quando chamados nevos compostos. Os nevos juncionais são geralmente sem relevo, enquanto os nevos compostos geralmente tem relevo, são palpáveis.


Já os melanomas geralmente estão na camada epidérmica e ali ficam por anos, fase esta que chamamos crescimento horizontal desse câncer. Nesta fase eles são, em sua maioria dos casos, curáveis com cirurgia. Após um período, essas células adquirem alterações genéticas que lhes permite invadir a membrana basal e alcançar a derme, ou até mesmo outros locais do corpo, quando chamamos melanoma invasivo. Essas alterações moleculares e amplificações gênicas vem sendo associadas com o potencial de disseminação mais precoce de alguns melanomas. A ciência está tentando explicar através da genética o porquê de alguns melanomas serem agressivos e alguns não.

A maioria dos melanomas invasivos superficiais, chamados microinvasivos, continuam altamente curáveis com cirurgia.

Depois da fase de crescimento horizontal começa a fase de crescimento vertical e aí o melanoma tem potencial de metástases a distância. Por definição, um melanoma está na fase de crescimento vertical quando possui pelo menos uma mitose dérmica, ou seja, ou célula se multiplicando na derme, ou um ninho de células no derma maior que o ninho de células na epiderme.

SUBTIPOS DE MELANOMA

Existem 4 principais subtipos:

- Espalhamento superficial: é o mais comum, representando 75% dos casos. 30% deles surge em um nevo já existente, seja ele displásico (feinho a olho nu e com características estranhas no exame anatomopatológico) ou congênito. O restante são lesões novas.



- Lentigo maligno melanoma: é mais comum em áreas fotoexpostas de pacientes mais idosos, significando um acúmulo de radiação solar. A fase de crescimento horizontal é bastante longa, de 10-50 anos.



- Nodular: esse subtipo não tem fase de crescimento horizontal identificável, sendo já diagnosticado na fase de crescimento vertical. Corresponde a 15-30% dos melanomas. É mais agressivo.

- Melanoma lentiginoso acral: é o subtipo que ocorre em palmas, plantas, unhas e mucosas. Corresponde a apenas 5% dos casos de melanoma na população geral porém é o mais comum em indivíduos negros e asiáticos.

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Outros subtipos mais raros incluem: melanoma desmoplásico, melanoma nevóide, sarcoma de células claras e melanoma dérmico superficial.

O estudo do melanoma é algo fascinante para nós dermatologistas, pois podemos detectá-lo precocemente e mudar completamente a história natural nessa neoplasia.


Faça revisões de pele conforme indicação do seu dermatologista e se proteja do sol.

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