• Valéria Rossato

Olheiras – Vitrines de saúde e bem-estar

As olheiras são uma vitrine do cansaço, da idade e até mesmo de sentimentos e estados emocionais como tristeza e mal-estar. Sabendo disso, esse pequeno detalhe no rosto de uma pessoa sempre foi muito valorizado no campo da estética e autoestima, incomodando bastante as pessoas que “sofrem com esse mal”.

Em média, uma mulher nos EUA gasta em torno de 15mil dólares durante sua vida em maquiagem, sendo uma grande parcela em produtos para esconder aquela pigmentação embaixo dos olhos. Por isso, a área orbital (ao redor dos olhos) tem exigido muito estudo e pesquisa dos cientistas.



Vamos entender um pouco sobre a etiologia desse problema tão frequente?

Um entendimento profundo da anatomia dessa região é crucial para o médico compreender a causa da olheira e assim poder indicar o melhor tratamento.

Dentre os tipos de olheiras, cada um exige um plano de tratamento mais adequado, sendo muitas vezes necessário associar técnicas e ter paciência pois os resultados podem ser mais demorados.











Quais as causas principais?

Dividimos as causas em três principais grupos e em subgrupos dentro deles:

1. Hiperpigmentação das pálpebras:

a) Hipercromia idiopática cutânea primária: mais comum em mulheres adultas com cabelos escuros, tem herança genética, sendo, portanto, idiopático e congênito. Há um aumento na deposição de melanina (aquele pigmento marrom produzido pelos melanócitos, o mesmo que aumenta quando estamos bronzeados);


b) Hipercromia secundária a hiperpigmantação pós-inflamatória: ocorre secundário a quadros como dermatite atópica, dermatite alérgica de contato ou fricção excessiva;


c) Hiperpigmentação secundário a radiação ultravioleta: sabemos que a RUV causa atrofia cutânea e aumenta a deposição de melanina;


d) Hipercromia secundário a desordens fisiológicas como estrógenos, gravidez, amamentação... além de desordens patológicas como doença de Addison, hemocromatose, Síndrome de Cushing, etc;

2. Musculatura visível e vasos sanguíneos superficiais na pálpebra inferior:

A coloração mais azulada ou arroxeada reflete a vascularização do subcutâneo (camada abaixo da pele) e à hipertransparência da pele. Devido ao pouco tecido subcutâneo dessa região, conseguimos ver, por transparência pela pele, os vasinhos e o músculo orbicular.

Por isso as olheiras pioram com a desidratação (após um dia de festa e bebidas alcóolicas por exemplo...), falta de sono, estresse...

O efeito da luz sobre uma área com pouco tecido subcutâneo produz essa tonalidade azul-sombreada.

3. Alterações no contorno das pálpebras inferiores:

a) Flacidez da pálpebra por fotoenvelhecimento, com atrofia da pele devida à perda de colágeno e gordura

b) Configuração do osso da órbita com a formação de sulcos palpebromalares e nasojugais profundos, que fazem sombra na pálpebra inferior

c) Bolsas palpebrais inferiores, causadas pela flacidez do septo orbital e pela protuberância da gordura retro-septal, resultando na formação de sulcos abaixo das bolsas -> Esse é o fator causal mais comum das olheiras devido ao envelhecimento natural da região periorbital.


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O tratamento deve ser baseado no subtipo da olheira. Para olheiras causadas pelo depósito de melanina, os seguintes tratamentos podem ser aplicados: peelings químicos, ácido retinóico, clareadores tópicos (hidroquinona, ácido kójico), luz intensa pulsada e/ou lasers cujo alvo é a melanina.

Em casos com alteração de contorno devido à flacidez da pele da pálpebra, podem ser utilizados peelings químicos, luz intensa pulsada, e lasers ablativos e não-ablativos, fracionados e não-fracionados.

Quando as alterações no contorno palpebral se devem à mudanças do volume orbital, as técnicas de preenchimento com ácido hialurônico podem ser empregadas e tem um excelente resultado se bem empregadas.

Esse assunto é muito difícil, tanto para médicos dermatologistas quanto para pacientes. Uma boa relação médico paciente é crucial para expor dúvidas e criar um bom vínculo! Qualquer dúvida estamos a disposição!!


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