• Valéria Rossato

Protetor solar na infância





A prevenção de queimaduras solares e o ensino precoce do comportamentos mais adequado em relação à exposição solar são medidas que podem reduzir a incidência de câncer cutâneo no futuro, visto que a o dano solar nessa faixa etária é um fator significativo na carcinogênese, mais ainda do que na idade adulta.

Pense bem, quantas horas a mais que um adulto a criança se expões ao sol? Muitas! A média é de 3h por dia, sendo que 30-50% de toda radiação solar recebida por toda vida ocorre antes dos 18 anos. Já foi estimado que a incidência de câncer de pele não-melanoma ao longo da vida pode ser reduzida em 78% com o uso regular de fotoprotetores durante os 18 primeiros anos de vida. Finalmente, uma importante motivação para valorizar a fotoproteção na infância é o fato de que, segundo alguns estudos, os episódios de queimadura solar especificamente na infância representam um papel preponderante na patogênese do melanoma, um dos cânceres cutâneos de maior gravidade e mortalidade.


Nas crianças pré-escolares, o uso do protetor depende da conscientização dos pais, enquanto em idades maiores o envolvimento pessoal é determinante. O pai não vai passar o creminho num grandalhão de 15 anos não é mesmo?


Nas crianças as roupas com fotoproteção tem papel relevante. Várias características determinam se uma roupa oferece boa proteção, dentre eles: arranjo geométrico das fibras e dos fios, porcentagem da superfície do tecido que é recoberta pela fibra ou fio, cor, espessura, peso por unidade de área, aditivos adicionados, etc.. A padronização utiliza o termo UPF para designar a quantidade de proteção de cada roupa (equivalente ao FPS dos filtros solares..). Valores de UPF acima de 40 são excelentes, entre 25-30 chamamos de proteção muito boa e entre 15-24 de proteção boa.


Dentre as premissas básicas para um fotoprotetor infantil é importante ter um elevado perfil de segurança, com a preferência por produtos sem fragrâncias, não alergênicas, tendo preponderância de filtros inorgânicos (físicos) em sua formulação. A prescrição de protetor solar a crianças abaixo de seis meses não é recomendada pelas autoridades sanitárias, pois não há dados toxicológicos suficientes para atestar sua segurança em crianças nessa faixa etária pela imaturidade de sua barreira cutânea, além do que, segundo as orientações educativas, a exposição ao sol de crianças abaixo de seis meses não deve ser estimulada.


A importante aplicar o protetor solar 15 minutos antes da exposição e 30 minutos antes da imersão em água, de preferência em casa, antes de vestir a roupa e deve ser reaplicado a cada duas horas ou após longas imersões na água.



E aí? Ficou com alguma dúvida? Entre em contato conosco!


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